sexta-feira, 13 de outubro de 2017

ARRECADAÇÃO DE IPTU E DO ISS DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2017/2016





     IPTU x ISS
PRINCIPAIS MUNICÍPIOS DA BACIA PETROLÍFERA DE CAMPOS- VALORES CORRENTES


O dois gráficos acima retratam a arrecadação das receitas realizadas do IPTU e do ISS, de janeiro a abril do ano de 2016 e a do ano de 2017, dos principais municípios, pertencentes à bacia petrolífera de Campos.

Observa-se, por sua vez, o município de Campos de janeiro a abril do ano de 2016, a sua arrecadação de IPTU totalizou o valor de R$ 21, 321 milhões. No mesmo período do ano de 2017 o arrecadado de IPTU sofre queda de 80,36%. Esta redução significativa decorre da alteração do prazo do calendário de vencimento do aludido tributo, via de regra, os carnês começavam a serem entregues a partir do mês de janeiro de cada ano, o seu pagamento ocorria sempre no mês de março. No ano de 2017, o prazo de recolhimento deste imposto passa a ser o mês de maio, em virtude da mudança de governo, fato que culminou no atraso na entrega dos carnês. No caso do ISS, imposto incidente sofre a atividade produtiva de serviços, verifica-se, majoração de receita de 3,70% de 2017/2016, a despeito da retração econômica vivida dentro do município. Pelo menos, houve crescimento nominal, desta fonte de receita própria.

Agora, no município vizinho de Macaé, identifica-se, desaceleração ou diminuição, tanto na receita do IPTU como na receita do ISS do primeiro quadrimestre do ano de 2017/2016. No IPTU, a curva fica negativa em 10, 84% e na do ISS, ressalta-se, a maior receita do orçamento municipal, a queda atinge o patamar de 23,25%. Este comportamento das duas receitas próprias da prefeitura macaense reflete bem, o desaquecimento do nível de atividade econômica do segmento do petróleo, sobretudo, a receita do ISS, que advém das empresas prestadoras de serviços à Petrobrás.

Em relação ao município de Rio das Ostras, também, pode-se afirmar, dependente da atividade petrolífera por abarcar o excesso das empresas do ramo do petróleo, do município fronteiriço de Macaé. As duas receitas decrescem no período de janeiro a abril, tanto no que se refere ao IPTU, cuja queda representou 7,78% de 2017/2016, como no caso do ISS, onde ocorre o recuo de 19,27%.

A respeito de São João da Barra, percebe-se, de acordo com o gráfico e a tabela acima, queda expressiva por parte do IPTU de 88,05%, no período de janeiro a abril de 2017/2016. Enquanto, em relação ao ISS, há elevação da arrecadação de 1,01%. Supostamente, deve ter ocorrido em São João da Barra atrasos na entrega do carnê, acarretando com isso, o comportamento atípico da receita do imposto predial. 


Importa salientar, o município sanjoanenses revela-se, dentro do contexto econômico regional, com boa perspectiva de aumento da arrecadação do ISS, em virtude das atividades operacionais do Porto do Açu, seja por conta da Petrobrás, na atual conjuntura de reestruturação econômica da empresa, jungido, a saturação do Porto de Imbetida, desloca as suas instalações logísticas de Macaé para São João da Barra, como em função das exportações de minérios, que frequentemente ocorrem nos terminais de cargo do porto. 

Finalmente, diga-se de passagem, a retomada das atividades portuárias e os seus reflexos positivos na arrecadação do município vizinho, constitui  uma excelente notícia para a região que ainda se encontra mergulhada no limbo econômico.    

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

CONJUNTURA FISCAL DIFÍCIL!


RECEITA CORRENTE X DESPESA CORRENTE (CUSTEIO DA MÁQUINA) EM VALORES REAIS DE 2015 a 2017 DA PREFEITURA DE CAMPOS DOS GOYTACAZES-INPC (IBGE)

Fonte: Balancete da PMCG


O gráfico acima retrata o comportamento da receita corrente líquida e da despesa corrente líquida, do período circunscrito ao exercício financeiro, da prefeitura de Campos, de 2015 a 2017, referente a janeiro a agosto de cada ano. Relevante explicar, no ensejo, a receita corrente fiscal, refere-se às fontes de recursos financeiros responsáveis por cobrir a despesa corrente ou o custeio efetivo da máquina administrativa, no que tange aos seus diversos gastos públicos, seja na área da saúde, na área da educação, na área de transportes coletivos e outros.  

Todavia, observa-se, dentro da conjuntura de receita e despesa registrada no gráfico, a receita corrente da prefeitura de 2017/2015, sofre retração de 26,88%, enquanto, a despesa de custeio reduziu 23,82%.

Importa deixar claro, os respectivos exercícios fiscais de 2015 e o de 2016, são os períodos em que a prefeitura, contraiu junto a Caixa Econômica Federal, dois empréstimos a título de reforço de caixa. Portanto, esta base de comparação apresenta distorções, que devem ser consideradas na análise em tela, a despeito dos valores se encontrarem atualizados até o mês de agosto de 2017.

Outra observação, o ano de 2017, especificamente, no recorte de tempo de janeiro a agosto, os valores arrecadados seja da receita de transferência como, também, das receitas tributárias próprias, são os valores financeiros despojados de qualquer outro tipo de receita extra.

Finalmente, diante do exposto, pode-se afirmar a receita corrente da prefeitura de Campos, em valores reais, caiu mais do que a despesa corrente, no acumulado dos primeiros oito meses de 2015 a 2017. Percebe-se, então, nestes primeiros oitos meses de execução orçamentária, uma nova realidade financeira, o que está certamente, obrigando o gestor municipal a se adequar aos novos tempos de escassez de recursos.  

Só esperamos que o remédio amargo não recaia, apenas, sobre a população carente do município. O orçamento público constitui instrumento de justiça social, sobretudo, em um ambiente de fragilidade social como há na nossa cidade.  Pura realidade. 



terça-feira, 3 de outubro de 2017

SAÚDE FINANCEIRA DA PREFEITURA DE CAMPOS COMBALIDA


INVESTIMENTOS X FOLHA DE PESSOAL E ENCARGOS DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS DE JANEIRO A AGOSTO DE 2017/206- VALORES CORRENTES

Fonte: Balancete da PMCG 
Como se observa através do gráfico acima, o gasto com a folha de pessoal e os seus encargos do ano de 2016 atingiu o patamar de R$ 641, 718 milhões, contra o valor nominal de R$ 578, 340 milhões do ano de 2017, relativos ao período de janeiro a agosto. A redução alcança o percentual de 9,88%. Importa salientar, no ensejo, no ano de 2017, especificamente, no mês de maio, a gestão municipal atual deixou de conceder aumento de salários aos servidores, ao contrário do ano passado, ano eleitoral, quando a majoração dos salários dos servidores ultrapassou o índice de 9%.

No que tange a despesa de capital, especialmente os investimentos, verifica-se, queda expressiva de 99,26% de um ano em relação ao outro. No recorte de tempo circunscrito a janeiro a agosto de 2016 o aporte nos investimentos chegaram ao valor nominal de R$ 123, 526 milhões, contra, o valor de R$ 911, 719 mil reais do mesmo período de 2017.


Pode-se, concluir, dentro deste contexto, a saúde financeira da prefeitura de Campos, realmente, encontra-se combalida. O prefeito Diniz, está sem margem dentro do orçamento fiscal, para elevar os investimentos municipais, em virtude da alta despesa da máquina hoje. Infelizmente!          

segunda-feira, 25 de setembro de 2017



SALDO LÍQUIDO DO EMPREGO FORMAL DE JANEIRO A AGOSTO DE 2017/2016 - DAS ECONOMIAS DO PAÍS, DO ESTADO E DOS PRINCIPAIS MUNICÍPIOS DA BACIA PETROLÍFERA DE CAMPOS 


O gráfico acima registra o saldo líquido do emprego formal referente ao período de janeiro a agosto de 2017 comparado ao mesmo período de 2016, da economia brasileira, do Estado do Rio de Janeiro e dos principais municípios da bacia petrolífera de Campos.

Como se verifica, através dos dados da empregabilidade divulgado pelo CAGED, a economia nacional inicia o seu processo de recuperação econômica. No ano de 2016, a economia enfrentou uma das piores recessões já vista na história, o produto interno bruto (PIB), encolheu mais do que 3% ao ano. A conseqüência deste desaquecimento acarretou no custo social de 678.220 trabalhadores desempregados. Todavia, este quadro lastimável se inverte, a curva do emprego fica positiva, encerra o período de janeiro a gosto de 2017 gerando de 106.411 postos de trabalho. 
  
Os números da economia do Estado do Rio de Janeiro, embora se mantenha ainda negativo. Pode-se afirmar baseado nas informações do Ministério do Trabalho, que ela esboça, reação no que tange a melhora da sua economia. De janeiro a agosto de 2016, o desemprego se encontrava no patamar de menos 145.213 mil trabalhadores formais. Já no ano de 2017, circunscrito ao mesmo período do ano passado, a eliminação de postos de trabalho atingi a menos 79.084.

Simetricamente a recuperação econômica a nível nacional e a nível estadual, relativos ao recorte de tempo dos primeiros oito meses de 2017, cotejado ao mesmo período do ano de 2016, as economias dos principais municípios da bacia petrolífera de Campos, também, obedecem ao movimento otimista da economia nacional.

O município de Campos, como se observa no gráfico e na tabela, de janeiro a agosto de 2016 desemprega 2.039 trabalhadores. No ano de 2017 ocorre exatamente o contrário, a contratação de mão de obra atingiu o saldo líquido de 1.132 trabalhadores com a carteira assinada.

Em relação ao município de Macaé, os números ainda continuam negativos, porém, o desemprego reduziu. No período de oito meses do ano de 2016, ocorreram 9.301 desligamentos, agora, neste mesmo período do ano de 2017 as demissões chegaram a 7.523 trabalhadores. A economia macaense reage à crise econômica.

Conjuntura, semelhante, enfrenta o município de Rio das Ostras, os números do emprego continuam negativos, mas, já se observa algum alento por parte dos agentes econômicos. Em 2016 encerra o período dos primeiros oito meses do ano, totalizando, 1.644 desempregados. Em 2017, o quadro do desemprego diminui, chega  ao quantitativo de 222 trabalhadores sem o seu respectivo emprego.

No que se refere ao município de São João da Barra, em 2016 foram demitidos 785 trabalhadores. A partir do ano de 2017, especificamente, de janeiro a agosto, encerra com o número da empregabilidade positivo em 170. Vamos torcer para que o crescimento econômico que ora se avizinha seja realmente sustentável.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

ECONOMIA BRASILEIRA E A DO ESTADO MELHORAM O QUADRO DA EMPREGABILIDADE A DE CAMPOS PIORA



SALDO LÍQUIDO DO EMPREGO FORMAL DO MÊS DE AGOSTO DE 2017/2016 DOS PRINCIPAIS MUNICÍPIOS DA BACIA PETROLÍFERA DE CAMPOS 

Fonte: CAGED/Ministério do Trabalho

Como pode se observar em face dos dados da pesquisa realizada pelo CAGED, a respeito do saldo líquido do emprego formal do mês de agosto de 2017, divulgada ontem.

O município de Campos constitui, atualmente, o único município da bacia petrolífera, cuja eliminação dos postos de trabalho, sofreu aumento. Como a guisa de exemplo, constata-se no ano de 2016, a demissão de 392 trabalhadores formais, no ano de 2017, o quantitativo de desempregados encerra o mês de agosto, no patamar de menos 564 postos de trabalho.

Ressalta-se, todavia, este quadro negativo do nível de atividade econômica municipal, ocorre, por sua vez, dentro da conjuntura de recuperação da economia, tanto a nível nacional onde o saldo líquido do emprego formal apresenta-se positivo em 35.457 trabalhadores em agosto de 2017, contra a demissão de 33.953 trabalhadores no mesmo período de 2016. Como a nível estadual, a despeito da economia fluminense, encontrar-se ainda, exibindo o seu saldo líquido do emprego formal de agosto de 2017 negativo em 3. 400 empregos, porém, já demonstra recuperação, em relação ao saldo líquido negativo de 2016 de 28.321.

A pequena melhora dos indicadores econômicos da economia nacional como da economia estadual, não refletiram de forma positiva sobre a economia local. Por conta, obviamente, de diversos fatores, o principal, reside na redução dos investimentos públicos sejam municipais como os estaduais decorrente da queda da receita dos royalties e das participações especiais, conjugados, aos pagamentos atrasados da folha de pessoal estadual, variável de fomento da atividade comercial e a de serviços, segmentos relevantes do nosso sistema econômico.

Acrescenta-se ao contexto, como já divulgado em estudos anteriores, a safra do setor sucroalcooleiro, sustentava sazonalmente, a melhora no indicador do emprego de Campos. A sua finalização, produz impacto negativo sobre a curva do emprego formal, como conseqüência, os empregos tendem a desaparecer. É exatamente o que estes números tentam explicar.

Em relação aos demais municípios como o de Macaé, o de Rio das Ostras e o de São João da Barra, o saldo líquido formal da empregabilidade fecha o mês de agosto de 2017 positivo, respectivamente em 682, 63 e 49 empregos formais, conforme registrado no gráfico e na tabela acima. Em sintonia com o pequeno alento da economia nacional e a da estadual. Pura realidade! 



quinta-feira, 21 de setembro de 2017

MUNICÍPIO DE CAMPOS A NONA RIQUEZA DO BRASIL EM 2014



PIB DOS PRINCIPAIS MUNICÍPIOS DA BACIA PETROLÍFERA DE CAMPOS DO ANO DE 2014
Fonte: IBGE

O volume da produção petrolífera da bacia de Campos confere, ao município de Campos o 9º PIB da economia brasileira em 2014. Acima do PIB campista, encontram-se, seis capitais e o município paulista de Osasco, na oitava posição.

Os municípios de Macaé e o de São João da Barra estão na 36º e 96º posição, respectivamente. O PIB destes municípios, também, sofre reflexos da produção do petróleo em alto mar. Viva a força da atividade do petróleo na região Norte Fluminense!


MUNICÍPIO DE CAMPOS A SEGUNDA RIQUEZA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO



PIB DOS PRINCIPAIS MUNICÍPIOS DA BACIA PETROLÍFERA DE CAMPOS DO ANO DE 2014
Fonte: IBGE

A tabela acima relaciona o ranking do PIB dos principais municípios da bacia petrolífera de Campos, do ano de 2014, no Estado do Rio de Janeiro. O município de Campos ostenta a segunda riqueza do estado, por conta, obviamente, da exploração da produção do petróleo em alto mar.