quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Dilema da Taxa Selic





PERÍODO DE VIGÊNCIA DA TAXA SELIC - 2013/2015


Fonte: Banco Central










Dilema da Taxa Selic

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM), encontra-se reunido desde ontem, com o único e exclusivo objetivo, o de se discutir se eleva ou não a taxa de juros básica da economia. Dos atuais 14,25% ao ano para 14,75% ao ano, talvez, a partir de hoje.

Um das pressões enfrentadas pelos membros do comitê na conjuntura vigente, reside na pressão política decorrente de segmentos fortes do PT, que discordam totalmente da política monetária austera empreendida pelo presidente do BACEN, Alexandre Tombini.

É bom que se diga, que a pressão não se restringe apenas ao aspecto político. Outros setores de grande influência econômica do país, manifestam-se também contrariamente, ao aludido aumento dos juros, como a guisa de exemplo, às Federações de Empresários, e ainda alguns economistas de correntes liberais, inclusive, ex- ministro da Fazenda de governos tucanos.

As alegações são inúmeras, a principal, diz respeito ao estado recessivo enfrentado pela economia brasileira, cujas consequências tem provocado alto custo social, a classe trabalhadora, como por exemplo o crescente desemprego, em razão da queda do nível de atividade econômica, além   do significativo indício de se mergulhar numa profunda depressão, caso o COPOM, delibere elevar os juros básicos do sistema econômico.

O presidente do Banco Central, diante de tantas críticas contundentes em relação a sua política monetária, não se calou e aproveitou a oportunidade para manifestar a sua insatisfação em relação ao Palácio do Planalto, principalmente, ao desempenho do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Afirmou o ilustre presidente, que  por conta  da política fiscal vacilante do Governo Dilma, o COPOM deverá majorar a taxa SELIC , pois a inflação, já atinge a casa dos dois dígitos,  tornando-se insuportável, comprometendo-se, por sua vez, o poder aquisitivo de todos aqueles que auferem rendimentos. Vamos aguardar a resolução deste dilema!

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