sexta-feira, 14 de julho de 2017

Finalmente, não custa nada lembrar. A prefeitura de Campos deixou de ser a “vaca profana de divinas tetas” há muito tempo.



CAPACIDADE DE INVESTIMENTO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES DE JANEIRO A ABRIL DO ANO DE 2014 A 2017
Fonte: Orçamento da PMCG

O gráfico acima registra a capacidade de investimento da Prefeitura Municipal de Campos, do ano de 2014 ao ano de 2017, referente ao primeiro quadrimestre.

Como se observa, a capacidade de investimento da PMCG de janeiro a abril de 2014 atingiu o patamar de 17,25%. Neste período, a possibilidade da crise financeira, decorrente da queda do preço do barril de petróleo, ainda não havia. O preço médio do barril neste recorte de tempo analisado estava em 100 dólares. Vivia-se no município tempos de prosperidade. Quando a partir do mês de setembro do ano de 2014, o preço do barril de petróleo iniciou a sua trajetória de queda abaixo dos 100 dólares.

Como conseqüência direta desta mudança de cenário no mercado mundial de commodities, sobretudo o de petróleo, em virtude da elevação da oferta da produção americana de óleo, o preço médio do petróleo de janeiro a abril de 2015 ficou em 59, 37 dólares. Os seus efeitos foram devastadores sobre a curva de investimento da PMCG, conforme se verifica no gráfico. Neste período a PMCG investiu apenas 3,89% da sua receita total.

O mesmo ocorrendo de janeiro a abril de 2016, quando o preço médio do barril do petróleo estava em 39,61 dólares, os investimentos continuaram em queda chegando, todavia, a 2,84% da receita total, comportamento que evidencia a extrema dependência das rendas do extrativismo do petróleo, por parte do município.

Como nada na vida é tão ruim que não se possa piorar, ao analisar a capacidade de investimento da PMCG, no período de janeiro a abril de 2017, o investimento, por parte do poder público municipal não consegue fôlego financeiro suficiente, para atingir a 1% da receita total municipal. Isto se deve também ao início do governo Rafael Diniz,  obrigado a tomar várias medidas de cunho administrativo, dentre elas, estavam à suspensão dos pagamentos das obras e serviços. 
 
Infelizmente, a realidade da conjuntura atual da prefeitura, de escassez de receita pública combinado a alta despesa corrente, exigirá do seu gestor, precisão cirúrgica, no sentido de atacar os gastos excessivos e desnecessários da máquina administrativa, caso contrário, a sua administração será inviabilizada do ponto de vista financeiro.

Finalmente, não custa nada lembrar. A prefeitura de Campos deixou de ser a “vaca profana de divinas tetas” há muito tempo.

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